Estou mais íntimo de Ninkasi, a Deusa da Cerveja Claro que nem sempre as coisas funcionam como a gente quer. Às vezes dão certo e às vezes não, mas isso não quer dizer que devamos desistir. Aliás, o termo “desistir” jamais deve constar do vocabulário de um cara “vencedor”. O vencedor é aquele que nasceu para ser o melhor e dar certo em todos os sentidos e, já na infância, consegue se sobressair e ocupar espaços. Na verdade, a pessoa que nasceu para vencer dá logo sinais de ser vitoriosa nas primeiras manifestações de vida, ainda bebê, não importa o berço de nascimento - se rico ou pobre. Nada a detém e ela prossegue num tipo de busca que só ela, mesmo ainda na tenra infância, entende e sabe o porquê. Esse tipo de pessoa nasceu buscadora. A pessoa buscadora é aquela que não respeita obstáculos e os enfrenta como se eles fossem simples pedras no caminho. E é assim que estou enfrentando a busca pela descoberta da letra e música do Hino à Ninkasi, a Deusa da Cerveja venerada pelos sumérios há quase 3 mil anos a.C. Usei todos os recursos que a internet me dá e já consegui, pelo menos, a letra do hino, mas falta a música. Portanto, a minha busca ainda não terminou. É que eu a iniciei por fontes científicas, como sites arqueológicos, e sequer pensei que fontes alternativas, como sites de beberrões como eu, seriam eficazes. Aí está e letra que eu consegui graças ao “blog Confrariadabirita” (http://www.confrariadabirita.com.br). Agora sairei em busca da música, nem que seja de um simples fragmento de partitura. “Hino em louvor à Ninkasi Nascida da água corrente (…) Delicadamente cuidada por Ninhursag Nascida da água corrente (…) Delicadamente cuidada por Ninhursag Tendo fundado sua cidade pelo lago sagrado, Ela rematou-a com grandes muralhas por você, Ninkasi, fundando sua cidade pelo lago sagrado, Ela rematou-a com grandes muralhas por você. Seu pai é Enki, Senhor Nidimmud, Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado, Ninkasi, seu pai é Enki, Senhor Nidimmud, Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado. Você é a única que maneja a massa, com uma grande pá, Misturando em uma cova o bappir com ervas aromáticas doces, Ninkasi, você é a única que maneja a massa com uma grande pá, Misturando em uma cova o bappir com tâmaras ou mel. Você é a única que assa o bappir no grande forno, Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas, Ninkasi, Você é a única que assa o bappir no grande forno, Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas, Você é a única que rega o malte jogado pelo chão, Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos, Ninkasi, você é a única que rega o malte jogado pelo chão, Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos. Você é a única que embebe o malte em um cântaro As ondas surgem, as ondas caem. Ninkasi, você é a única que embebe o malte em um cântaro As ondas surgem, as ondas caem. Você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha, A frialdade dominou. Ninkasi, Você é a única que estica a pasta assada em largas esteiras de palha, A frialdade dominou. Você é a única que segura com ambas as mãos o magnífico e doce sumo, Fermentando-o com mel e vinho (Você, o doce sumo para o eleito) Ninkasi, (…) (Você, o doce sumo para o eleito). O barril filtrador, que faz um som agradável, Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor. Ninkasi, o barril filtrador, que faz um som agradável, Você ocupa apropriadamente o topo de um grande barril coletor. Quando você despeja a cerveja filtrada do barril coletor, é como os barulhos dos cursos do Tigris e do Euphrates. Ninkasi, você é a única que despeja a cerveja filtrada do barril coletor, é como os barulhos dos cursos do Tigris e do Euphrates.”
Escrito por chicoflores às 11h28
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