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| 12/06/2009 |
Bar não é apenas uma casa comercial (Esta foi enviada pelo meu velho amigo e colega de Força Aérea e de Aeroclube, Marcos de Azevedo) Por que será que é mais atraente freqüentar um bar do que uma academia de ginástica? Para responder à pergunta, foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana. Eis o resultado desta importante pesquisa: Vantagem numérica: Existem mais bares do que academias. Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho. Ambiente: No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja. Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia. Amizade simples e sincera: No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. Compaixão: Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça? No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja 'por conta'. Liberdade: Você pode falar palavrão na academia? Democracia: No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, problema é seu... Na academia, dividir um aparelho dá até briga. Saúde: Você já viu alguém no bar reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite? Mas, na academia... Saudosismo: Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia? Emoção: Onde você comemora a vitória do seu time? No bar ou na academia? Memória: Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos? PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade?
Escrito por chicoflores às 17h26
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De pernas pro ar que eu não sou de ferro Hoje, eu acordei com uma vontade indômita de não fazer nada e de levar a indolência ao cúmulo do absurdo como se, de uma hora para a outra, eu tivesse me transformado no elemento principal da inércia. Ou seja, naquele conceito que a gente aprende no Colegial que diz que “todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças a ele impressas”. Por isso, disse para mim mesmo, “não vou mudar nada” e, como se fosse um bestial adepto de uma dessas religiões milenarista e messiânicas que levam seus dogmas às raias do extremismo, eu assumi o desafio de passar o dia sem fazer nada, mesmo. Claro que não teria sido uma novidade, a ponto de ser considerada singular, se não fosse eu ter acrescentado o advérbio “mesmo”, para enfatizar minha vontade. Na verdade, levei minha decisão ao extremo tão logo acordei às 9 horas da manhã e, ainda sem me levantar da cama, assumir a estratégia para concretizá-la. Como meu telefone sem fio dorme no criado mudo, em cima do catálogo telefônico, não tive trabalho de pedir a uma dessas empresas de café da manhã o meu desejum, o que me livrou da cozinha. Até voltei a dormir, depois que a atendente me deu um prazo de uma hora e meia para concretizar o atendimento. Deu tempo até para sonhar que eu estava sentado numa nuvem, bem em cima do local onde uma frota da Marinha, acompanhada de uma esquadrilha da Força Aérea, buscava restos do vôo 447 da Air France que caiu no meio do Oceano Atlântico. Em seguida, tudo mudou e eu me vi dentro de um ônibus que passava pela Avenida Carlos Lindenberg, na altura de Cobilândia (Vila Velha - ES), mas um som estridente me acordou. Levei alguns segundos para cair na realidade, mas mesmo antes que os vapores plúmbeos do sono se dissipassem, entendi que o som era do interfone e que meu desejum havia chegado. Levantei-me, apressei-me em abrir a porta, pois, na verdade, estava com fome e já eram mais de 10 horas, paguei ao entregador e tomei o café da manhã que tinha pedido. Na cesta vieram o café e o leite quentes em pequenas embalagens “longa vida”, vários tipos de pão, manteiga, presunto, geléia e queijo branco. Não consegui ingerir tudo, por isso guardei mais da metade para o lanche da tarde. Satisfeito e convicto de que não tinha burlado a minha decisão, sentei-me confortavelmente e retomei a leitura de “A rebelião de Lúcifer”, livro do escritor espanhol J.J.Benites. Eu até acho que todo adepto do cristianismo deveria lê-lo, para entender a dinâmica do Plano Divino e melhor conviver com a lábia dos iconoclastas e desonestos padres católicos e pastores evangélicos, sem se achar um mero e irremediável pecador condenado a pagar dízimo pelo resto da vida, para se livrar da fogueira eterna após a morte. Eram mais de 13 horas quando fui almoçar no restaurante Calu, quase em frente à minha casa, mas não deixei de, após o almoço, fazer minha caminhada de uma hora pelo bairro, usando apenas as ruas bem arborizadas para fugir do sol. Desta vez, caminhei mais de uma hora, mas, pensei com meus botões: não fugi ao prometido inicialmente e continuei seguindo à risca a promessa de acalentar ao máximo a minha indolência. Tanto assim que demorei mais porque andei mais devagar. Já em casa, tomei um banho frio, fechei a porta principal e das varandas e as janelas do apartamento, acomodei-me na cama e dormir aquele soninho da tarde que me é tão reconfortante quanto um beijo no anel do bispo é para todo neófito de seminário católico. Dormir na paz dos Serafins, que são os anjos de primeira hierarquia e estão mais próximos de Deus, e acordei em torno das 18 horas, prontinho, prontinho para tomar as minhas cervejinhas do dia, sem nenhum drama de consciência. E tomei todas, tendo como tira-gosto sardinhas no molho de tomate que não dão trabalho para mastigar e engolir. E daqui a pouco, depois de ouvir algumas airas de óperas cantadas por Andréa Bocelli, que já está cantando “Com te partiro”, vou dormir como um santo já consagrado e com a certeza de que que passei no teste final e sou um indolente de verdade.
Escrito por chicoflores às 01h38
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| 10/06/2009 |
CIVICA: uma filosofia de vida dos que estão de bem com o mundo Está criada a CIVICA, uma entidade classista que, na verdade, é uma escola filosófica que visa a homogeneização do pensamento dos aposentados de Jardim Camburi, Vitória (ES). Leia a reportagem completa no bem humorado blog do jornalista aposentado Dino Gracio ( www.blogracio.com ).
Escrito por chicoflores às 11h33
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Vivendo e aprendendo, mesmo que seja na porrada Não foi à toa que eu, há mais ou menos quinze anos, me interessei pelos escritos de William James, um filósofo americano que deu consistência e popularizou o “Pragmatismo” como corrente filosófica acatada e respeitada, principalmente nos Estados Unidos. Dele eu li algumas de suas crônicas, mas foi suficiente para entender o mote de seus conceitos. Digo que não foi à toa porque, naquela época, eu apenas me sentia desnorteado em relação à minha própria existência no planeta. Na verdade, eu não tinha a mínima idéia do que eu era e sequer entendia o “porque” de eu estar aqui. Quer dizer: assim como todo mundo, eu apenas vivia e seguia à risca os imperativos da existência: me alimentava, me reproduzia, trabalhava, me alimentava, me reproduzia, trabalhava... Vivia eu numa rotina sem entender a sua dinâmica, mas, todavia, à questionava dizendo para mim mesmo: “não estou aqui simplesmente porque estou aqui. Há algo mais.” O que eu li de William James me incutiu uma descrença no fatalismo e me mostrou que eu sou um agente dinâmico da minha vida. Seus textos me deram a certeza de que só o desejo, movido pela inteligência e pela energia do pensamente que o gerou, pode alterar os limites da condição humana. Eu entendi esse paradigma filosófico como uma ênfase às consequências de nossas ações estimuladas pelos nossos anseios. Ou seja: a utilidade de nossos desejos e os sentidos práticos deles. E foi conhecendo essas firulas de nossa condição humana que comecei a mudar minha maneira de encarar meus pensamentos. Até então, para mim eles eram meros estímulos biológicos forjados no dia a dia da existência. Não tinha e menos idéia de que eram energia pura e que conviviam comigo independentes de mim, de onde eu estava ou do que me preocupava. Aliás, todo humano pensa independente da vontade e nem se dá conta que está pensando - está é a verdade. Claro que hoje não estou mais naquela fase da intensa busca pela verdade da vida. Completei 67 anos, sou agora da terceira idade, estou aposentado e - é assim que eu penso -, já fiz a minha parte como ator no grande drama da humanidade até aqui. Não acredito que ganharei novas “falas” para continuar participando do épico espetáculo. Mas não guardo ressentimentos, ao contrário, sinto-me até gratificado por estar tendo a oportunidade de ser platéia. Vejo-me hoje como se fosse uma mera engrenagem sem utilidade para máquina evolutiva e que não influencia mais em nada a dinâmica da evolução, e não estou mais obrigado a realizar qualquer das tarefas destinadas aos que ainda estão em débito com a continuidade da espécie humana, no planeta. Já cumpri todas as etapas e não tenho nenhuma dívida pendente, e agora somente usufruo da vida, como um turista. Assumo minha condição do turista, que é a de estar nesta vida a passeio. Não preciso me preocupar com mais nada, nem mesmo com condições meteorológicas, pois tanto faz ser dia de sol quanto de chuva. Aliás, por falar em dia, já tem algum tempo que minha semana se resume a dois dias: sábados e domingo. Para todo mundo, amanhã é quarta-feira, mas para mim é sábado. Depois, para todos será quinta-feira, mas para mim será sábado, novamente. Isso quer dizer que, como turista, só me preocupo com a parte boa da vida, nada mais. Estou alienado das partes perversas e sequer me dizem respeito às agruras alheias. Na verdade, não estou mais aqui para integrar ou resolver problemas de quem quer que seja. Essa época em que comungava das dores do mundo e me sentia um paladino dos direitos dos oprimidos, até enfrentado a violência da repressão policial e militar – esta época já acabou. Agora eu sou assim – não banco o herói de mais ninguém - porque descobri que todos os humanos têm potenciais disponíveis para forjar sua própria vida, de viver como bem lhes convier, sem ter de culpar ou agradecer a Deus pela vida que vivem. Descobri que sempre fui mentor da vida que vivia e que poderia viver diferente, bastasse apenas querer, isto é, ter maior consciência do poder do livre arbítrio que não nos é bem explicado pelas religiões. E elas não ensinam para não perderem o freguês e, consequentemente, o dízimo. Mas isto é tema para outra crônica.
Escrito por chicoflores às 23h40
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BRASIL, Sudeste, VITORIA, JARDIM CAMBURI, Homem, Portuguese, Portuguese, Bebidas e vinhos, Música Outro -
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